Maria Alice Barroso e o “Ciclo Parada de Deus”: cinco romances em palimpsesto no chão do Noroeste Fluminense
DOI:
https://doi.org/10.19180/1809-2667.v27n22025.23514Palavras-chave:
palimpsesto, construção textual, linguagem, romancesResumo
Este texto convida o leitor a debruçar-se sobre cinco romances da escritora Maria Alice Barroso pertencentes ao ciclo “Parada de Deus”: Um Nome Para Matar (1967), Quem matou Pacífico? (1978), O Globo da Morte (1981), A Saga do Cavalo Indomado (1988) e A Morte do Presidente ou A Amiga da Mamãe (1994). Os cincos romances têm como “chão ficcional” a pequena cidade de “Parada de Deus” e, embora não se apresente cada romance como continuação do anterior, eles se relacionam como num palimpsesto, uma superposição de camadas que demandam o trabalho de leitura para oferecerem-se plenas. A cada leitura, socialmente dada, deposita-se, sobre as já existentes, uma nova camada de significações, que a ele se agrega como um elemento a mais de sua história. Cada uma dessas camadas constitui, a sua vez, um outro texto, que adotará a forma escrita num outro livro do ciclo e adquirirá existência social e especificidade literária.Downloads
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