Brasil Império como revolução passiva: uma análise gramsciana da formação, consolidação e desagregação do Estado

Autores

DOI:

https://doi.org/10.19180/1809-2667.v28n32026.23669

Palavras-chave:

Brasil Império, revolução passiva, independência, hegemonia conservadora

Resumo

O artigo analisa o processo histórico iniciado com a Independência e a formação, consolidação e desagregação do Brasil Império a partir da categoria gramsciana de revolução passiva. Sustenta que a constituição do Estado imperial pode ser interpretada como uma forma particular de revolução passiva, marcada pela combinação entre modernização política e restauração da sociedade colonial, particularmente da escravidão. Para tanto, mobiliza uma leitura do Risorgimento italiano, destacando seus principais agrupamentos e a dinâmica de revolução passiva, objetivando estabelecer conexões para a análise do caso brasileiro. Argumenta que a Independência inaugurou um processo de longa revolução passiva, posteriormente consolidado sob hegemonia conservadora e progressivamente desagregado ao longo da crise do Império. Por fim, o artigo identifica analogias e diferenças entre os casos brasileiro e italiano, visando contribuir para a nacionalização da categoria revolução passiva.

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Biografia do Autor

  • Renato de Brito Gomes
    Economista e Mestre em Serviço Social (UFRJ). Doutorando (Serviço Social) na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) – Rio de Janeiro/RJ – Brasil. E-mail: renatobritogomes@gmail.com.

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Publicado

20-10-2026

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

GOMES, Renato Brito. Brasil Império como revolução passiva: uma análise gramsciana da formação, consolidação e desagregação do Estado. Revista Vértices, [S. l.], v. 28, n. 3, p. e28323669, 2026. DOI: 10.19180/1809-2667.v28n32026.23669. Disponível em: https://editoraessentia.iff.edu.br/index.php/vertices/article/view/23669.. Acesso em: 23 out. 2026.