O direito à literatura em Quarto de despejo: denúncia social e humanização pela palavra
DOI:
https://doi.org/10.19180/1809-2667.v28n12026.23585Palavras-chave:
literatura, direitos humanos, Antonio Candido, Carolina Maria de Jesus, Quarto de despejoResumo
O artigo analisa a obra Quarto de despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus, a partir da concepção da literatura como construção estética, forma de expressão e forma de conhecimento. Com base em revisão bibliográfica e análise textual, investigam-se as maneiras pelas quais a narrativa organiza experiências de pobreza, exclusão e resistência, relacionando-se a diferentes dimensões do fenômeno literário. O trabalho baseia-se no aporte teórico de Antonio Candido (1995), Luana Barossi (2017), Gilmar Penteado (2018), entre outros. Os resultados evidenciam que a literatura atua como direito humano, instrumento de humanização e de transformação social, ampliando a percepção do leitor sobre desigualdades históricas e experiências marginalizadas. Conclui-se que a obra confirma a literatura como espaço de expressão social, crítica e sensibilidade ética, consolidando seu valor cultural e educacional.Downloads
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